Evandro Arantes

Lutando a favor do Meio Ambiente!

Arquivado em novembro de 2008

7 de novembro de 2008

Decisão inédita concede liberdade a quatro líderes cristãos

Postado por Evandro Arantes às 0:42 horas
Publicado em 21/01/2008
Em uma ação sem precedentes, quatro líderes de igrejas domésticas na China foram soltos de um campo de trabalhos forçados na província de Hubei, na semana passada, após intervenção legal da Associação de Ajuda à China ( CAA, sigla em inglês).
Em uma decisão inédita e conturbada, no último dia 8 de janeiro, o Comitê de Reeducação da Província de Hubei decidiu rever a ordem de manter os quatro cristãos presos indo contra à decisão do Comitê de Trabalhos Forçados da Região Autônoma de Enshi. Depois da deliberação, os líderes foram soltos.
Segundo um porta-voz da CAA, quatro líderes homens e cinco líderes mulheres foram presos e condenados a 18 meses e 12 meses de reeducação, respectivamente, no dia 6 de agosto de 2007, depois de terem sido detidos no dia 15 de julho ao serem flagrados em um culto na casa do senhor Qin Daomin.
Acusação
Eles foram acusados do pelo crime “de se envolver e organizar um culto de má fé, com o objetivo de arruinar a execução das leis estatais”.
Desde então, duas mulheres estão cumprindo suas sentença em prisão domiciliar porque seus bebês estão doentes. As demais estão no campo de trabalhos forçados.
No dia 9 de outubro de 2007, a CAA ajudou a contratar o advogado Wu Chenglian, de Beijing, que pediu uma revisão legal administrativa da pena e do julgamento à Província de Hubei.
Depois de três meses de deliberações, segundo o porta-voz da CAA, a decisão final foi anunciada, para a alegria destes cristãos:
“Depois de revisar o pedido dos candidatos para a reconsideração, rever as evidências no caso e considerar suas respostas, este comitê acredita que a decisão de educação no campo de trabalhos forçados de En Zhou Lao Jue Zi (2007) , de número 00038, do Comitê Administrativo de Reeducação da Região Autônoma de Enshi, não está baseado em fatos, mas não é apoiada em evidências suficientes.”
Agradecimento e pedidos de oração
Bob Fu, presidente da CAA, disse: “Nós verdadeiramente estamos agradecidos com a decisão do governo de Hubei. Esta é claramente outra vitória sobre as leis da China. Nós esperamos o mesmo para as três líderes presas em um  campo de trabalhos forçados, porque elas estão relacionadas no mesmo caso. Orem por isso”.
Fonte: Site Missão Portas Abertas
www.portasabertas.org.br
Tradução: Tsuli Narimatsu
7 de novembro de 2008

Ribeirinhos contaminados por mercúrio no Pará.

Postado por Evandro Arantes às 0:39 horas

Contaminação de ribeirinhos por mercúrio é alvo de estudos

Valéria Dias

Além de problemas locomotores e no sistema nervoso, exposição ao metal
pode causar hipertensão. Desmatamento é a maior fonte de contaminação dos rios.

As comunidades ribeirinhas do alto rio Tapajós, em Itaituba, no Oeste do Pará, estão sendo alvo de um estudo que pretende verificar quais foram as conseqüências da exposição prolongada ao mercúrio (Hg) na última década. “A contaminação pode causar problemas locomotores e no sistema nervoso. Pretendemos verificar se essa exposição também aumenta a tendência à doença coronária, em especial a hipertensão, como mostram alguns trabalhos científicos”, afirma o toxicologista Fernando Barbosa Junior, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP e que integra a equipe de pesquisadores.

Segundo o cientista, havia alguns anos os garimpos eram os maiores responsáveis por esta contaminação. Atualmente a principal causa é o desmatamento, que é feito tanto para a venda de madeira como para o plantio de soja. O desmate deixa muito exposto o solo local, que é naturalmente rico em mercúrio. Com o aumento cada vez maior das áreas desmatadas, as chuvas constantes da região acabam levando o metal até os rios, contaminando-os.

“Nos rios, o mercúrio sofre transformações decorrentes de bactérias presentes nas águas e se transforma em metilmercúrio, substância que fica acumulada nos tecidos dos peixes, que são a base da alimentação desses ribeirinhos”, esclarece o pesquisador.

No total, participam da pesquisa 450 voluntários, com idades entre 18 e 65 anos. No último mês de julho, os pesquisadores visitaram alguns deles em comunidades ao longo do rio Tapajós, como Brasília Legal e São Luís do Tapajós, para coletar amostras de sangue e de cabelo que serão analisadas nos laboratórios da FCFRP. Barbosa Júnior prevê que a próxima coleta aconteça em outubro.

Peixes herbívoros e selênio
Os moradores tiveram palestras explicativas sobre a contaminação e foram orientados a evitar o consumo de peixes carnívoros, dando preferência aos herbívoros, como tambaqui, pacu, aracu, cará, mapará, branquinha, corimatá e jaraqui, pois acumulam menos mercúrio e por isso apresentam menos riscos à saúde.

Os ribeirinhos também foram incentivados a comer frutas cítricas, porque elas estão relacionadas a uma maior excreção de mercúrio pelo organismo. Os pesquisadores recomendaram ainda o consumo de alimentos ricos em selênio - nutriente encontrado na castanha-do-pará - por ele apresentar a capacidade de minimizar os efeitos nocivos do metal.

A divulgação dos resultados deverá acontecer no início do próximo ano. “Vamos fazer algumas recomendações e sugestões aos órgãos de Saúde locais e pretendemos também informar os dados aos ribeirinhos por meio de palestras”, afirma Barbosa. Ele conta que essa população é muito pobre e vive com infra-estrutura precária. “O acesso às casas é feito por barco e chega-se a levar 12 horas navegando até encontrar essas pessoas. Muitos deles nunca viram um médico na vida”, aponta.

O projeto teve início há 12 anos com pesquisadores canadenses liderados pela professora Donna Mergler, da Universidade de Quebec. O grupo estudava os aspectos ambientais relacionados aos altos níveis de concentração de mercúrio na região de Itaituba. Eles perceberam a necessidade de estudar a saúde dos moradores e acabaram por convidar, há pouco mais de um ano, o toxicologista Fernando Barbosa Júnior para integrar a equipe. O projeto conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Fonte: (Envolverde/Agência USP)