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O CAMINHO DO RISO NO CORPO
FISIOLOGIA DA RISADA
Na Grécia antiga, os médicos recomendavam aos pacientes uma boa comédia contra doenças graves. Na medicina contemporânea, pesquisas atestam os efeitos terapêuticos do bom humor.
PULMÕES
Durante uma gargalhada, a absorção de oxigênio aumenta.
A inalação e a expiração do ar ficam mais fortes e profundas.
Por conta da maior ventilação, o pulmão fica mais limpo.
SISTEMA IMUNOLÓGICO
As células de defesa do organismo ficam mais ativas.
Há a multiplicação dos linfócitos, que produzem anticorpos, detectam bactérias e até destroem as células cancerígenas.
MÚSCULOS ABDOMINAIS
São a parte mais trabalhada do corpo durante uma gargalhada.
Os movimentos seguidos funcionam como uma espécie de massagem para o sistema gastrintestinal. E a digestão melhora.
O BOM HUMOR E A SAÚDE
Sobre a base dos estudos científicos que determinaram a relação que existe entre o humor e a saúde, foram desenvolvidas -e já estão sendo realizadas em várias partes do mundo- as chamadas “terapias do riso”, onde, de maneira natural, sem ajuda de medicamentos ou fatores externos, ensina-se as pessoas a rir, a rirem de si mesmas e a recordar situações engraçadas. O que se busca são risadas verdadeiras, explosivas, dessas que movem 400 músculos em todo o corpo, ativam o sistema imunológico e oxigenam os tecidos.
“Para sentir-se saudável, deve-se rir pelo menos 30 vezes por dia”, diz um antigo provérbio chinês. Desde que nascemos, e até os seis anos de idade, rimos umas 300 vezes diariamente. Já adultos, os mais risonhos alcançam, com dificuldade, 100 risadas por dia e os menos alegres chegam a 15.
O riso está associado não somente com o alívio de tensão induzido pelo perigo e sinalização não agressiva, mas também com a expressão de emoções positivas. Isto poderia ser a base para a a expressão bem conhecida mundialmente de que “o riso é um bom remédio”.
Pesquisas sérias têm mostrado que esta noção é verdadeira. Riso e humor diminuem estresse e ansiedade, reforçam a imunidade, relaxam a tensão muscular e diminuem a dor. A Medicina moderna está começando a levar vantagens destes efeitos positivos: crianças hospitalizadas que vêm palhaços brincando permancem menos tempo nos hospitais que aquelas que não vêm.
O riso inicia uma cadeia de reações fisiológicas. Primeiro, ele ativa o sistema cardiovascular, então a freqüência cardíaca e pressão arterial aumentam. As artérias então se dilatam, levando, portanto, a uma queda da pressão. Contrações fortes e repetidas dos músculos da parede torácica, abdomen e diafragma aumentam o fluxo sanguíneo nos órgãos. A respiração forçada (o ha! ha! ha! do riso) eleva o fluxo de oxigênio no sangue. A tensão muscular diminui e nós podemos temporariamente perder controle dos nossos membros, como na expressão “ficar fraco de tanto rir”. Pessoas que sofrem de raiva crônica têm alta incidência de pressão sanguínea elevada, níveis mais altos de colesterol e ataques card;iacos. Enquanto a raiva, a depressão e frustração perturbam a função de muitos sistemas fisiológicos, incluindo o sistema imune, o riso ajuda estes sistemas a funcionarem melhor. Por exemplo, o riso ajuda o sistema a aumentar o número de células que auxiliam contra a infecção, as células T, no sangue.
O riso também pode promover mudanças hormonais benéficas. Cientistas especulam que o riso libera transmissores neuroquímicos chamados endorfinas, os quais reduzem a sensibilidade à dor e promovem sensações prazeros e de bem estar.