Evandro Arantes

Lutando a favor do Meio Ambiente!

Publicada foto de Bento 16 com suástica.



20/10/2008

Site ligado ao Kadima publica foto do papa com suástica

da BBC

Uma fotomontagem que sobrepunha uma suástica nazista e uma foto do papa Bento 16 foi publicada em um site ligado a apoiadores do Kadima, partido que governa Israel. Pouco depois de publicada, a imagem foi retirada do site Yalla Kadima, aparentemente a pedido da líder do partido e chanceler israelense Tzipi Livni, que atualmente tenta formar um novo governo para se tornar primeira-ministra.

O incidente acontece em meio a uma polêmica entre Vaticano e governo israelense a respeito de uma exposição, em Jerusalém, que diz que o papa Pio 12 foi omisso durante o Holocausto de 6 milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

“Tzipi Livni condena veementemente este ato e está trabalhando para remover esta imagem vergonhosa. Nós nos opomos veementemente a isto. Isto não representa o Kadima”, disse o porta-voz Amir Goldstein pouco antes que a foto fosse removida.

Falando anonimamente, um dos editores do website afirmou à BBC que a página é uma plataforma para os ativistas do Kadima expressarem suas opiniões fora da página oficial do partido. Segundo ele, a montagem foi enviada por um grupo de aposentados. “Algumas dessas pessoas fazem parte da primeira ou segunda geração depois do Holocausto, e este é seu protesto legítimo”, disse.

Segundo o editor do site, Livni ligou pessoalmente para ele e pediu que a foto fosse retirada, dizendo que ela poderia causar um incidente diplomático.

Muitos israelenses são contra o processo de canonização do papa Pio 12, que foi pontífice entre 1939 e 1958.

Exposição

A polêmica entre Israel e o Vaticano começou na semana passada, depois que o oficial do papado responsável pelo processo de canonização de Pio 12 afirmou que o papa não deveria aceitar o convite para visitar o país antes que uma exposição no memorial do Holocausto Yad Vashelem, em Jerusalém, tivesse seu conteúdo modificado.

Um painel da exposição afirma que, apesar dos alertas de vários sacerdotes europeus a respeito da transferência de judeus para campos de concentração, o papa Pio 12 não agiu para condenar ou tentar impedir as ações. O Vaticano repetidamente mostrou objeções ao conteúdo do painel, dizendo haver uma “interpretação incorreta do papel do antigo papa”.

A Santa Sé afirma que Pio 12 ajudou a salvar alguns judeus escondendo-os em igrejas e monastérios. Mas o Vaticano também afirma que a exposição “não será determinante na visita do papa ao país”. O papa Bento 16 se declarou no último mês favorável à beatificação de Pio 12 –o primeiro estágio antes que ele possa ser declarado santo.

Israel muitas vezes acusou o Vaticano, que só reconheceu o país em 1993, de ter atitudes pró-palestinos. Por sua vez, o Vaticano quer resolver uma questão judicial sobre os impostos sobre propriedades da Igreja no país assim como problemas de vistos.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u458391.shtml

19/10/2008

Israel mantém convite ao papa apesar da polêmica sobre Pio 12

da France Presse, em Jerusalém

Israel reiterou o convite ao papa Bento 16 para que visite o país, apesar da polêmica sobre o processo de beatificação de Pio 12, acusado de “passividade” ante o extermínio de judeus pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial.

“O convite para que o papa Bento 16 venha [a Israel] foi reiterado e permanece de pé. As divergências podem ser reduzidas. A data da visita ainda não foi decidida”, afirmou o embaixador de Israel na Santa Sé, Motti Lévy.

16/04/2007

Israel presta homenagem a 6 milhões de judeus mortos no Holocausto

da Folha Online

Sirenes soaram em Israel na manhã desta segunda-feira, enquanto israelenses fizeram dois minutos de silêncio em homenagem às vítimas do Holocausto. O ato é uma tradição anual para marcar a data em memória das vítimas da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), que teve início neste domingo e dura até a noite de hoje.

Às 10h (4h de Brasília), ao soarem as sirenes, todas as atividades do país foram suspensas, pedestres se detiveram nas calçadas, ônibus e carros pararam o tráfego para demonstrar o respeito aos cerca de 6 milhões de judeus mortos pelo nazismo.

Forças de segurança israelenses estão em estado de alerta máximo. Palestinos que vivem na faixa de Gaza e na Cisjordânia foram proibidos de entrar em território israelense, como é habitual em todas as festividades por precaução contra atentados.

Durante o dia, redes de TV locais dedicam grande parte de sua programação a documentários sobre o Holocausto, além de entrevistas com sobreviventes da guerra.

Em uma cerimônia realizada neste domingo em Yad Vashem, o memorial e museu oficial do Holocausto, o premiê israelense, Ehud Olmert, lembrou que o país comemora 59 anos de independência na próxima semana. Durante o ato, seis sobreviventes da tragédia acenderam seis tochas, cada uma representando um milhão de judeus assassinados pelos nazistas.

A jornada de luto será concluída no começo desta noite em Jerusalém, no mesmo local.

A celebração deste domingo quase causou um incidente diplomático entre Israel e o Vaticano depois que o representante da Igreja Católica que participaria do ato anunciou que boicotaria a celebração devido a uma legenda do museu que descreve a conduta do papa Pio 12.

No entanto, horas antes da cerimônia, o monsenhor Antonio Franco voltou atrás e disse que estaria presente. Israel e o Vaticano estabeleceram relações diplomáticas em 1993.

A legenda questionada pela igreja aparece ao lado da figura de Pio 12 e afirma que, “embora relatos de assassinatos de judeus tenham chegado ao Vaticano, o papa não protestou, recusando-se a assinar, em 1942, um documento que condenava o massacre contra judeus”.

Polêmica

A porta-voz do museu, Iris Rosenberg, elogiou a decisão de Franco, dizendo que isso era “a coisa certa a se fazer”.

“O Yad Vashem acredita que é inadequado relacionar uma pesquisa histórica com a homenagem às vítimas do Holocausto”, disse ela.

A legenda que causou a polêmica apareceu em 2005, quando o museu foi reinaugurado. Pouco depois, o Vaticano pediu que o texto da legenda fosse alterado. Desde então, o museu não alterou o texto, alegando que ele descreve corretamente a conduta do então papa.

O Yad Vashem disse que revisaria a conduta de Pio 12 no Holocausto se o Vaticano abrisse seus arquivos da Segunda Guerra para pesquisas do museu e novos materiais aparecessem.

No entanto, o Vaticano recusa-se a permitir o acesso a seus arquivos da época.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u106482.shtml

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