Evandro Arantes

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7 de novembro de 2009

DINHEIRO SUJO BRASILEIRO NA SUIÇA

Postado por Evandro Arantes às 0:39 horas

DINHEIRO BRASILEIRO NA SUIÇA


Por Rui Martins - de Berna, Suiça

Como o Brasil poderá recuperar dos secretos bancos suíços o equivalente a 200 bilhões de dólares escondidos por brasileiros. O banco suíço UBS parece aquelas maldições gregas pelas quais a desgraça chega. Seus dias estão praticamente contados mas vai levar na sua queda um país inteiro.

A vida tem suas ironias – faz uns dez anos, o desesperado diretor da empresa aérea Swissair telefonou para o antigo diretor do banco UBS pedindo a liberação do equivalente a US$ 200 milhões para pagar o querosene dos aviões, caso contrário, por falta de dinheiro em caixa, seria obrigado a declarar a falência da empresa.

A Swissair era o orgulho dos suíços, seus aviões levavam o orgulho de um pequeno país rico para todo o mundo. Muita gente aplicava suas economias na empresa Swissair, cujas ações eram sinônimo de coisa segura e estável.

Mas será que um banco com os cofres abastecidos com dinheiro subtraído do mundo inteiro, seja pela evasão fiscal, seja pela transferência do dinheiro público de ditadores tem patriotismo? O suíço, diretor do banco UBS, Marcel Ospel, que talvez tenha bandeirinha suíça no seu chalé como é de hábito, estava pouco ligando para o orgulho do seu povo e negou os US$ 200 milhões.

A Swissair faliu e começou a série de desgraças, iniciada com a queda do Muro de Berlim. Sim, porque a fôrça da Suíça era ser neutra num mundo envolvido numa guerra fria, entre o capitalismo e o comunismo. Com a implosão da URSS , a Suíça perdeu sua utilidade e até os agentes secretos de Moscou e da CIA deixaram o país.

As maldições pronunciadas por seus próprios filhos Max Frisch, Durenmatt, Jean Ziegler iam se realizar uma a uma e a Suíça iria pagar seus pecados de soberba, de egoismo e de prepotência. E nessa descida ao inferno está sempre acompanhada daquele que foi seu primeiro e principal banco e que um dia desses deixará de existir – o UBS.

Veio, logo a seguir, a revelação de que os bancos suíços tinham se aproveitado do extermínio de judeus ricos, nos campos de concentração nazistas, para ficarem com suas contas bancárias, negando-se mesmo a entregá-las quando surgiam diante do Caixa alguns descendentes sobreviventes. Dizem mesmo que certos gerentes de bancos suíços tinham o desplante de pedir atestado de óbito de Auschwitz , para procurarem se havia alguma conta em seu nome.

Shame, shame. Até um guarda-noturno precisou se refugiar nos EUA para escapar à fúria do UBS, por ter salvado da destruição quilos de documentos da época das ascenção do nazismo na Alemanha, quando milhares de apartamentos e propriedades de judeus enviados às câmaras de gás ficaram sem dono. E Bill Clinton assinou um ato inédito, concedeu o green card ao primeiro suíço refugiado nos EUA, pois o guarda-noturno do UBS corria o risco de cinco anos de prisão, num processo aberto em Zurique pela Justiça suíça.

Enquanto os cofres fortes suíços se enchiam com dinheiro subtraído dos países pobres da África e da América Latina, nada ameaçou o império dos banqueiros suíços. Mas surgiu novamente o UBS, cujo excesso de impunidade levou ao erro fatal.

O banco UBS instalou nos Estados Unidos um esperto sistema (com as mesmas artimanhas que bancos estrangeiros fazem no Brasil) para extorquir os impostos do fisco norte-americano, um leão muito mais bravo do que o leão brasileiro. E assim o banco UBS, que quase quebrou com o escândalo dos subprimes hipotecários norte-americanos, poderá quebrar quando vier a sentença e o quantum a pagar de multa por incitação à fraude fiscal nos EUA.

E, como no caso da Swissair, o escândalo da fraude fiscal do UBS despertou o mundo para os paraísos fiscais e para a Suíça. Hoje, acuada, cercada de um lado pela União Européia e do outro pelos EUA, a Suíça é obrigada a acabar pouco a pouco com seu lucrativo segredo bancário.

Mas é aí que pode entrar o Brasil. O segredo bancário suíço só vai continuar para os países latino-americanos, africanos e asiáticos. E como existem nos cofres suíços cerca de US$ 200 bilhões escondidos por brasileiros, o Brasil poderá muito bem, sozinho ou com o grupo dos 20, exigir ter o mesmo tratamento dos EUA e da União Européia em matéria de evasão fiscal e de taxação do capital brasileiro escondido nos bancos suíços.

A hora é agora – atacada pelos europeus e norte-americanos, a Suíça não terá como negar ao Brasil o benefício de um estatuto próprio em termos fiscais. E , em nome do restabelecimento da verdade fiscal, o Brasil poderá exigir (como exigem agora os EUA os nomes de 52 mil clientes norte-americanos do UBS), a identidade dos brasileiros com dinheiro escondido na terra de Guilherme Tell, e assim recuperar ou taxar os US$ 200 bilhões armazenados na Caverna suíça de Ali Babá.


Denise de Mattos Gaudard
Consultoria Socioambiental

Coordenação Acadêmica ALS - UCP

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6 de abril de 2009

Hotel no espaço será inaugurado em breve.

Postado por Evandro Arantes às 22:28 horas

Primeiro hotel espacial será inaugurado em 2012

11 Ago, 2007

Déborah Hap Barcelona, 11 ago (EFE).- O primeiro hotel no espaço abrirá suas portas em 2012 e os hóspedes poderão ver das suas janelas a Terra, a mais 450 quilômetros de distância, disse à agência Efe o responsável pela Galactic Suite - empresa espanhola que desenvolveu o projeto -, Xavier Claramunt.

A viagem para passar três dias longe de casa custará 3 milhões, e as reservas poderão ser feitas a partir de 2008, no site da Galactic Suite.

A reserva inclui 18 semanas de preparação em uma ilha tropical, para treinar o turista em sua experiência no espaço.

Para completar a oferta, os turistas que quiserem passar alguns dias em órbita também poderão participar de experimentos científicos, segundo Claramunt. Ele afirmou que já foram iniciados os contatos com várias entidades científicas interessadas em aproveitar a falta de gravidade do recinto para seus projetos.

Calcula-se que em 2012 haverá aproximadamente 40 mil pessoas com capacidade econômica para comprar um bilhete de US$ 4 milhões, uma quantidade que, mesmo sendo astronômica, ainda é muito distante dos mais de US$ 20 milhões pagos pelo multimilionário Dennis Tito para ser o primeiro turista do espaço.

A viagem será feita em uma nave espacial, um híbrido entre um foguete e um avião comercial. Ao chegar ao espaço, se acoplará ao hotel Galactic Suite, também denominado “Spaceresort”, que permanecerá sempre em órbita ao redor da Terra, além de ser formado por cinco módulos, com aspecto de um cacho de uva.

Segundo Claramunt, cada vôo contará com seis pessoas, dois tripulantes e quatro turistas. A nave permanecerá ancorada no módulo de chegada para oferecer segurança ao passageiro durante os três dias de estadia no hotel.

O módulo base terá a função de área comum de estar, e será conectado com os quartos, cada um deles para duas pessoas, e com um módulo de serviços.

Depois de três dias hospedado - durante os quais o módulo completará órbitas ao redor da Terra em 80 minutos - a nave retornará, e a instalação ficará fechada até que os próximos viajantes cheguem.

Os quartos do Galactic Suite terão forma de cápsula, contarão com vidraças para contemplar o exterior, e disporão de duas zonas: uma iluminada pela luz solar, e outra escura, para dormir.

A cada semana serão programadas duas viagens ao hotel. No total, 350 pessoas por ano poderão visitá-lo, segundo cálculos da empresa.

Caso o projeto seja bem-sucedido, não será descartada a criação de mais hotéis em outras órbitas.

Além do hotel, a companhia Galactic Suite Proyects, dirigida por Claramunt e Marsal Gifra, e que é integrada por arquitetos, engenheiros aeroespaciais e industriais e analistas da Espanha e dos Estados Unidos, desenhou um conjunto hoteleiro de luxo em uma ilha tropical, que receberá os viajantes espaciais, seus amigos e familiares.

Um museu aeroespacial aberto ao público será construído em outra área da ilha, além de uma zona de lazer centrada no espaço, onde poderão ser vistos lançamentos das naves, feitos de outra ilha próxima, localizada bem próxima a uma terceira, onde estará o centro de treinamento e o controle técnico das instalações.

O orçamento total do projeto deve ser de cerca de € 2 bilhões, incluindo a compra das ilhas, as instalações do porto espacial, a compra das naves espaciais e a construção do hotel espacial.

Por enquanto, há investidores privados dos Emirados Árabes e do Japão interessados em financiar o projeto, mas a equipe de Claramunt tem esperança de que se some também capital espanhol. EFE