Evandro Arantes

Lutando a favor do Meio Ambiente!

Archive for the 'Bíblia Sagrada' Category

6 de abril de 2009

Decisão inédita a cristãos chineses.

Postado por Evandro Arantes às 17:15 horas

Decisão inédita concede liberdade a quatro líderes cristãos

Publicado em 21/01/2008

CHINA - Em uma ação sem precedentes, quatro líderes de igrejas domésticas na China foram soltos de um campo de trabalhos forçados na província de Hubei, na semana passada, após intervenção legal da Associação de Ajuda à China ( CAA, sigla em inglês).

Em uma decisão inédita e conturbada, no último dia 8 de janeiro, o Comitê de Reeducação da Província de Hubei decidiu rever a ordem de manter os quatro cristãos presos indo contra à decisão do Comitê de Trabalhos Forçados da Região Autônoma de Enshi. Depois da deliberação, os líderes foram soltos.

Segundo um porta-voz da CAA, quatro líderes homens e cinco líderes mulheres foram presos e condenados a 18 meses e 12 meses de reeducação, respectivamente, no dia 6 de agosto de 2007, depois de terem sido detidos no dia 15 de julho ao serem flagrados em um culto na casa do senhor Qin Daomin.

Acusação

Eles foram acusados do pelo crime “de se envolver e organizar um culto de má fé, com o objetivo de arruinar a execução das leis estatais”.

Desde então, duas mulheres estão cumprindo suas sentença em prisão domiciliar porque seus bebês estão doentes. As demais estão no campo de trabalhos forçados.

No dia 9 de outubro de 2007, a CAA ajudou a contratar o advogado Wu Chenglian, de Beijing, que pediu uma revisão legal administrativa da pena e do julgamento à Província de Hubei.

Depois de três meses de deliberações, segundo o porta-voz da CAA, a decisão final foi anunciada, para a alegria destes cristãos:

Depois de revisar o pedido dos candidatos para a reconsideração, rever as evidências no caso e considerar suas respostas, este comitê acredita que a decisão de educação no campo de trabalhos forçados de En Zhou Lao Jue Zi (2007) , de número 00038, do Comitê Administrativo de Reeducação da Região Autônoma de Enshi, não está baseado em fatos, mas não é apoiada em evidências suficientes.

Agradecimento e pedidos de oração

Bob Fu, presidente da CAA, disse: “Nós verdadeiramente estamos agradecidos com a decisão do governo de Hubei. Esta é claramente outra vitória sobre as leis da China. Nós esperamos o mesmo para as três líderes presas em um  campo de trabalhos forçados, porque elas estão relacionadas no mesmo caso. Orem por isso”.

Fonte: Site Missão Portas Abertas

www.portasabertas.org.br


Tradução: Tsuli Narimatsu

6 de abril de 2009

Perseguição religiosa hoje no mundo.

Postado por Evandro Arantes às 16:38 horas

Cantora Helen Berhane se recupera em Asmara

19/12/2006

Fonte: Compass Direct

Os cristãos evangélicos eritreus informaram que a cantora evangélica Helen Berhane, solta no fim de outubro, depois de mais de dois anos na prisão, por se recusar a negar sua fé, está se recuperando em sua casa em Asmara.

Nenhuma explicação foi dada para a soltura de Helen, apesar de ela ter sido transferida para cuidados hospitalares de emergência por vários dias no início de outubro, um pouco depois de passar por uma nova série de agressões.

“Ela está muito forte espiritualmente e bem animada”, declarou um cristão que a visitou no mês passado. Ainda em cadeira de rodas, Berhane encontra-se severamente ferida na sua perna direita, decorrentes das surras e dos machucados infligidos por seus capturadores.

Membro da Comunidade Kidrane Mehrete, Berhane foi presa em 13 de maio de 2004, um pouco depois de lançar um álbum de música cristã que se tornou popular entre os jovens eritreus. Presa no Campo Militar Mai Serwa, ela nunca foi condenada ou colocada em julgamento.

“Ela passou a maior parte de sua detenção em condições desumanas e degradantes dentro de um contêiner de metal que foi usado como uma cela de prisão”, escreveu a Anistia Internacional em 3 de novembro, informando de sua libertação (leia mais). “As autoridades a torturaram por muitas vezes para que ela negasse sua fé”.

Apesar de Helen ter conhecimento de que o mundo ouviu falar de sua terrível situação e de que os cristãos estavam orando por ela, os cristãos locais presumem que ela recebeu ordens para não falar sobre sua prisão depois de sua soltura.

“É claro que não tivemos nenhum contato com ela, por ser extremamente arriscado para alguém que foi recentemente libertada da prisão”, disse o Dr. Martin Hill, pesquisador da região do Chifre da Africa, da Anistia Internacional, para a BBC de Londres, em 4 de novembro.

Contra a Anistia Internacional

Em uma entrevista com a Agence France-Presse no dia anterior, o ministro do exterior eritreu Ali Abdu negou qualquer conhecimento do caso de Helen Berhane.

Na verdade, ele criticou a Anistia Internacional por sua massiva campanha em favor dela, dizendo: “Quem deve contas a eles e quem lhes deu o direito de ser a polícia global?”, disse o ministro. “Não estou dizendo que é uma mentira… mas não damos a eles nenhum reconhecimento”, completou.

Designado pelo Departamento do Estado dos Estados Unidos como um dos piores violadores da liberdade de religião no mundo, o governo eritreu categoricamente nega as acusações.

Em contínuas pressões desde maio de 2002, a Eritréia baniu todos os grupos religiosos independentes que não forem das crenças muçulmana, luterana, católica ou ortodoxa sancionadas e controladas pelo governo. Sabe-se que sérias restrições contra essas quatro religiões também têm crescido nos últimos 18 meses.

Há conhecimento de que mais de dois mil cidadãos eritreus estão presos somente por causa de sua fé, alguns por vários anos. A maioria deles é sujeita à tortura e à severa pressão para negar sua fé ou permanecer na prisão.


Tradução: Daniela Mendonça

Fernanda Brum dedica premiação à Portas Abertas

Nessa quinta-feira, 22 de março, a cantora Fernanda Brum ganhou o Troféu Talento 2007 – o maior prêmio da música gospel nacional – como melhor cantora de 2006.

Ela dedicou o troféu à Helen Berhane, uma cantora cristã eritréia que foi presa e perseguida em seu país Fernanda Brum levantou um clamor por ela no Brasil no fim do ano passado. Na noite de ontem, ela contou brevemente a história de Helen, dedicando também o troféu ao ministério da Portas Abertas.

Em uma noite memorável, vários cantores participaram da premiação no Credicard Hall, em São Paulo.

A cantora também concorreu nas categorias Álbum Adoração e Louvor e Música do Ano e fez sua apresentação com a música “Eu Vou (África)”, que faz parte do CD Profetizando às Nações. Leia mais sobre a premiação.

Perseguição religiosa é cada vez mais intensa na Eritréia

26/2/2007

Após alguns dias da prisão de um dos fundadores da Igreja Evangelho Pleno feita pela policia eritréia, dois pastores protestantes e outro líder de igreja que foram presos há meses foram soltos sob fiança sem explicações.

O pastor Habtom Tesfamichel foi detido sob custódia no dia 23 de janeiro em Asmara, capital da Eritréia.

Segundo fontes, as autoridades foram à casa do pastor para intimá-lo a comparecer à delegacia para ser interrogado e interromperam um período de luto na casa do pastor Habtom, onde sua família estava de luto devido à morte de um pastor luterano na Suécia.

Habtom, de 57 anos, tem sido o pastor da congregação da Igreja Evangelho Pleno de Asmara desde o dia em que o pastor anterior, Kidane Woldu, foi preso, em março de 2005.

O pastor Habtom está detido na prisão Wongel Mermera, que fica na capital, junto a aproximadamente 24 pastores e sacerdotes que permanecerão presos no centro de investigação.

No final de janeiro, dois líderes da Igreja Kale Hiwot foram libertados após pagarem a fiança. Os dois protestantes que foram soltos, identificados como pastor Simon Tsegay e Gebremichel Yohannes, tinham sido presos em setembro do ano passado, na cidade de Adi-Tezlezan, 32 quilômetros ao norte de Asmara. O pastor e Gebremichel, administrador do escritório central da igreja, foram interrogados e presos por oficiais, devido ao uso do edifício para fins da igreja, que tinha sido proibido há quatro anos por ordem do governo.

Dois caminhões pertencentes à Igreja Kale Hiwot, que foram confiscados por oficiais do Estado quando eles fizeram a prisão dos dois homens, ainda estão em poder do governo.

Logo após a libertação do pastor Simon e de Gebremichel, o pastor Fanuel Mihreteab da Igreja Evangelho Pleno foi solto da cadeia de Sempel em Asmara, dois anos após sua prisão, que foi feita em janeiro de 2005 na cidade de Dekemhare. Assim como o pastor Simon e Gebremichel, Fanuel foi forçado a entregar escrituras de propriedades para garantir a fiança requerida.

Fanuel, que foi preso primeiramente no centro de investigação Wongel Mermera, foi um dos três pastores levados perante comandantes militares em audiências extrajudiciais em setembro de 2005. Casado e com dois filhos, ele foi sentenciado a dois anos de prisão, segundo informações.

O governo da Eritréia não fez nenhuma acusação formal contra os pastores e sacerdotes que ainda estão sendo mantidos em Wongel Mermera, sendo que alguns deles foram presos há quase três anos. A maioria deles é mantida incomunicável, e as autoridades se recusam até a confirmar a localização desses prisioneiros.

Desde maio de 2002, a Eritréia fechou várias igrejas proibindo seus cidadãos de freqüentarem cultos fora das quatro religiões aprovadas pelo governo: a Igreja Ortodoxa da Eritréia (Igreja Ortodoxa Copta), Igreja Católica, a Igreja Evangélica Luterana e o islamismo.

Mais de 2 mil cidadãos eritreus em pelo menos 14 cidades estão presos em delegacias, campos militares e em prisões unicamente por suas crenças religiosas.

Embora a maioria seja cristãos protestantes, cada vez mais membros da Igreja Ortodoxa Copta, Testemunhas de Jeová e membros da comunidade muçulmana também estão sendo presos sem acusações feitas pelo regime autoritário do presidente Isaias Afwerki.

Reprimindo protestos

De acordo com uma fonte local, “reclamações e descontentamentos contínuos” começaram a surgir em janeiro de vários sacerdotes e adeptos da Igreja Ortodoxa Eritréia do país. Historicamente, 40% dos eritreus se consideram pertencentes à Igreja Ortodoxa Copta por nascimento.

Essa divergência declarada representou uma reação crescente ao ultimato feito pelo governo no dia 5 de dezembro de 2006, confiscando todo o dizimo da igreja e doações para as contas do banco do Estado a partir de 1º de janeiro.

No dia 17 de janeiro, 15 sacerdotes ortodoxos que discordavam do novo regulamento financeiro receberam cartas de avisos para “segurarem suas línguas” sobre esse assunto. Esses avisos vieram do escritório de Yeftehe Dimetros, um administrador escolhido pelo governo para comandar a Igreja Ortodoxa da Eritréia desde agosto de 2005.

Segundo a fonte, o medo de que o governo logo prenderá esses 15 sacerdotes aumenta.

Em 25 de Janeiro, um grupo de monges, sacerdotes e diáconos que discordam da Igreja Ortodoxa da Eritréia escreveram ao site da oposição ‘Asmarino Independent News’, relatando que o patriarca Abune Antonios foi forçado a tirar sua vestimenta patriarcal e sua insígnia por ordens do governo.

Segundo informações, Yeftehe enviou dois sacerdotes e três agentes de segurança de seu escritório administrativo no dia 20 de janeiro para confiscar as vestimentas do patriarca, duas correntinhas de São Marcos, um recipiente de óleo de crisma utilizado em batismo e outros itens cerimoniais.

O patriarca Abune Antonios tem sido mantido sob prisão domiciliar desde agosto de 2005, após ele se opor à prisão de três de seus sacerdotes.

Muçulmanos presos

Muçulmanos eritreus também demonstraram uma crescente resistência em janeiro contra a nomeação arbitrária do governo para a escolha do mufti. Como resposta aos protestos ocorridos na cidade de Keren, 55 muçulmanos foram detidos.

O pretexto oficial das prisões, segundo moradores muçulmanos, foi que as pessoas que foram presas estavam fugindo de suas obrigações militares ou estavam ajudando seus filhos a saírem do país para evitar o serviço militar.

Desde então, fontes da cidade de Keren confirmaram que pelo menos mais 35 muçulmanos desapareceram da cidade e presume-se que eles estão presos.

Em pouco mais de um ano, 69 muçulmanos foram presos em Wongel Mermera por serem contra o mufti nomeado pelo governo.

Uma dessas prisões inclui Taha Mohammed Noor, uma personalidade nacional importante que foi preso em novembro de 2005 por protestar contra a interferência do governo nas questões religiosas da comunidade eritréia de muçulmanos, que constituem quase a metade da população eritréia.


Tradução: Leila da Silva