Evandro Arantes

Lutando a favor do Meio Ambiente!
7 de novembro de 2009

Festa do Purim judaico.

Postado por Evandro Arantes às 0:19

FESTA DO PURIM JUDAICO


Comemora a salvação dos judeus persas do plano de Hamã, para exterminá-los, tal como está escrito no Meguilat Ester, um dos 24 livros do TanaKh. Os judeus estavam exilados na Babilônia desde a destruição do Templo de Salomão e a dispersão do Reino de Judá. A Babilônia, por sua vez, foi conquistada pela Pérsia.

O nome “Purim” vem da palavra hebraica “pur” (פורים), que significa “sorteio”. Este era o método usado por Hamâ, o primeiro-ministro do Rei Achashverosh (Assuero) da Pérsia, para escolher a data na qual ele pretendia massacrar os judeus do país.

Contudo, os planos de Hamã foram frustrados pela Rainha Ester e Mordechai. Arriscando sua própria vida, Ester fez um apelo ao Rei para que salvasse seu povo, e a ordem de Hamã foi revogada. Assim, aqueles dias fatais transformaram-se, conforme a linguagem da Meguilat que lemos em Purim, “de tristeza em alegria”, e o décimo-quarto dia do mês de Adar Sheni é comemorado festivamente. Esses fatos ocorreram por volta de 450 anos antes da Era Cristã.

Jejum de Ester (Taanit Ester)


Então disse Ester que respondessem a Mordechai: “Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Shushan, e jejuai por mim; não comais nem bebais três dias, nem de noite nem de dia; e eu e as minhas moças também jejuaremos. Depois irei ter com o rei, ainda que seja contra a lei, e se perecer, perecerei”. Então se foi Mordechai e tudo fez segundo Ester lhe havia ordenado (Ester 4:15-17).

Em memória a este fato, o Jejum de Ester (Taanit Ester) é realizado no dia

13 de Adar, no dia que antecede Purim. O jejum começa antes de amanhecer e termina após o anoitecer.

Cabe lembrar que o jejum público solicitado por Ester não ocorreu no décimo-terceiro dia de Adar. Algumas autoridades religiosas oferecem outra explicação: quando os filhos de Israel uniram-se em 13 de Adar Sheni para defender-se de seus inimigos, encontravam-se em estado de guerra - e a preparação para uma guerra sempre inclui o jejum coletivo.

Normalmente, quando um dia de jejum cai no sábado, ele é adiado para o domingo. No entanto, quando o dia 13 de Adar Sheni cai no Shabbat, o jejum é antecipado para a quinta-feira. A razão, segundo Maimônides, é que historicamente “o jejum de Purim tem que preceder à celebração”.

Purim


A festa de Purim é caracterizada pela recitação pública do Livro de Ester por duas vezes, distribuição de comida e dinheiro aos pobres, presentes e a refeição de celebração (Ester 9: 22); e pode haver também comemoração pública.

Mordechai escreveu estas coisas e enviou cartas a todos os judeus que se achavam em todas as províncias do rei Achashverrosh (Assuero), aos de perto e aos de longe, ordenando-lhes que comemorassem o dia quatorze do mês de Adar Sheni, e o dia quinze do mesmo, todos os anos, como os dias em que os judeus tiveram sossego dos seus inimigos, e o mês que se lhes mudou de tristeza em alegria e de luto em dia de festa; para que os fizessem dias de banquetes e de alegria, e de mandarem porções dos banquetes uns aos outros, e dádivas aos pobres (Ester 9:20-22).

Purim é celebrado anualmente no 14º dia do mês hebraico de Adar Sheni, o dia seguinte à vitória dos judeus sobre seus inimigos (13 de Adar Sheni). Em cidades que eram muradas no tempo de Josué, incluindo Shushan (Susã) e Jerusalém, Purim é celebrado no 15º dia do mês, conhecido como Purim Shushan. Assim como todas as festas judaicas, Purim tem início ao pôr-do-sol da véspera no calendário secular.

Por isso, àqueles dias chamam pelo nome de “Purim”, por causa do “Pur”. Por causa de todas as palavras daquela carta e do que testemunharam e do que lhes havia sucedido, determinaram os judeus e tomaram sobre si, sobre a sua descendência e sobre todos os que se chegassem a eles (os prosélitos), que não se deixaria de comemorar estes dois dias segundo o que escrevera deles, e segundo o seu tempo marcado, todos os anos; e que estes dias seriam lembrados (com leitura da Meguilat) e comemorados geração após geração, por todas as famílias, em todas as províncias e em todas as cidades, e que estes dias de Purim jamais caducariam entre os judeus, e que a memória deles jamais se extinguirá entre os seus descendentes. Então a rainha Ester, filha de Abichail, e o judeu Mordechai escreveram com toda a autoridade pela segunda vez (no ano seguinte), o poder do milagre que aconteceu, para confirmar a carta de “Purim”. Expediram cartas a todos os judeus, às cento e vinte e sete províncias do reino de Achashverósh (Assuero), com palavras amigáveis e sinceras; para confirmar estes dias de “Purim” nos seus tempos determinados, como o judeu Mordechai e a rainha Ester lhes tinha estabelecido e como eles mesmos já o tinham estabelecido sobre si e sobre a sua descendência, acerca do jejum e do seu lamento (Ester 9:26-32).

O Livro de Ester registra uma série de eventos aparentemente não relacionados que aconteceram em um período de mais de nove anos durante o reinado do Rei Assuero. Esses eventos coincidentes, quando vistos juntos, devem ser vistos como certeza da intervençãode Elohim Yahúh, de acordo

com interpretações por comentários Talmúdicos e outros sobre a Meguilat.

O Festival


O festival de Purim sempre foi muito estimado pelo judaísmo; alguns têm sustentado que quando todos os trabalhos proféticos e hagiográficos forem esquecidos, o Livro de Ester ainda será lembrado, e, portanto, o Jejum de Purim continuará a ser observado.

Assim como em Chanukah, Purim tem mais um caráter nacional que religioso, e seu status como feriado tem um nível inferior àqueles consagrados pela Toráh. Assim, transações comerciais e mesmo trabalho manual são permitidos em Purim.

As quatro principais mitzvot do dia são:


Kriat Hameguilat (A Leitura da Meguilat)

Deve-se ouvir duas vezes a leitura da Meguilat Ester: uma na noite de Purim e a outra pela manhã. As duas leituras são obrigatórias para cumprir a mitzvah (preceito). Toda vez que o nome de Hamã for mencionado (com algum adjetivo) é costume fazer barulho com o reco-reco (Raashanim) e bate-se o pé no chão para abafar o amaldiçoado nome.

Mishloah Manot (Envio de alimentos para amigos)

Envio de alimentos a pelo menos um amigo no decorrer do dia de Purim que devem ser de duas espécies (fruta, massa e/ou bebida), prontos para consumo e entregues através de um mensageiro. Se possível, enviar através de um terceiro, mulheres para mulheres e homens para homens durante o dia de Purim. As crianças podem e devem ser mensageiros muito animados para fazer a entrega dos Mishloach Manot.

Matanot Le’evionim (Presentes para os necessitados)

Doa-se uma quantia em dinheiro para pelo menos duas pessoas carentes no decorrer do dia de Purim. Na impossibilidade, pôr o dinheiro numa caixinha de tzedakah.

Seudat Purim (Participando de uma refeição festiva)

Uma refeição festiva é realizada ainda durante o dia de Purim e deve conter pão, fruto da videira e carne. A razão do costume é celebrar o milagre que começou no banquete preparado por Ester para o Rei Achashverosh (Assuero) e Hamã.

7 de novembro de 2009

Origens nazistas do terrorismo árabe.

Postado por Evandro Arantes às 0:12

Origem nazista do terrorismo árabe moderno


A inspiração e as crenças políticas de Saddam Hussein, Yasser Arafat, Bin Laden, membros do Hamas e outros terroristas islâmicos remontam à época da II Guerra Mundial. Mais precisamente, a duas figuras centrais do período: Adolf Hitler e Amin al-Husseini, o então grão-mufti* de Jerusalém. Muito se escreveu sobre o mufti, e tudo foi muito bem documentado, incluindo capítulos de autores notáveis como Connor Cruise O’Brien, ex-embaixador da Irlanda na ONU. Existem pilhas de evidências documentadas e abertas ao público, para qualquer um que queira verificá-las.

Os julgamentos de Nuremberg e de Eichmann revelaram que, em 1937, o oficial nazista Adolf Eichmann encontrou-se na Palestina com o mufti, que na época havia sido nomeado pelos britânicos. Após o encontro, o mufti tornou-se praticamente um agente da Alemanha nazista encarregado de financiar e criar organizações pró-nazistas no Egito, na Síria, na Palestina e no Iraque.

Em 1941, junto com Rashid Ali e Kharaillah Tulfah, tio e futuro sogro de Saddam Hussein, o mufti instigou um golpe pró-nazista no Iraque, com armas e aeronaves financiadas pelos nazistas. Após o fracasso do golpe, o mufti escapou para Berlim, onde teria o primeiro de uma série de encontros com Adolf Hitler. Relata-se que, nesse primeiro encontro, o mufti teria dissuadido Hitler da idéia de deportar os judeus para a Palestina. Ao invés disso, teria defendido – e talvez até sugerido – o que veio a tornar-se conhecido como a “solução final” contra os judeus. Mais tarde, em 1942, o mufti interveio para impedir os nazistas de trocar 10.000 crianças judias por prisioneiros de guerra nazistas.

As atividades do mufti na Alemanha nazista e na Europa ocupada prepararam o palco para o terrorismo islâmico da atualidade. Em 25 de abril de 1941, os nazistas enviaram o mufti para a Bósnia (então recentemente ocupada pelos alemães), onde assumiu o título de “Protetor do Islã”. Em 10 de fevereiro de 1943, Hitler ordenou a criação da divisão Hanzar (ou “Handschar”) na SS nazista, para a qual se apresentaram como voluntários aproximadamente 100 mil muçulmanos da Bósnia. Ocupando a posição de administrador-chefe, o mufti se referiu a essas brigadas de muçulmanos nazistas como “a nata do islã”.

Os Hanzars – o nome deriva de um tipo de adaga utilizada pelo exército do Império Otomano, a cimitarra – participaram ativamente do extermínio de cristãos e judeus nos Bálcãs. O mufti tentou implementar o “Plano Pejani” nazista, que proclamava a exterminação dos sérvios cristãos, e do qual Hitler acabou desistindo depois. No cômputo geral, os Hanzars muçulmanos da Bósnia cooperaram com o extermínio de aproximadamente 200 mil cristãos sérvios, 40 mil ciganos e 22 mil judeus.

Em 1943, Hitler nomeou o mufti para presidir um governo nazi-muçulmano no exílio. De seu centro de operações em Berlim, situado numa mansão confiscada de judeus, o mufti traçava o projeto de um campo de concentração para os judeus nas proximidades de Nablus (Palestina), planejado nos moldes de Auschwitz. Existem até fotos de uma visita do mufti a Auschwitz, acompanhado por Heinrich Himmler. A melhor expressão das atitudes nazistas em relação ao islã está, talvez, nas seguintes palavras, ditas pelo próprio Himmler: “Eu não tenho nada contra o islã, porque ele educa os homens desta divisão para mim e promete-lhes o paraíso, caso lutem e morram na batalha. Para os soldados, é uma religião bastante prática e atraente”.

Tendo como base financeira um fundo monetário também confiscado de judeus, conhecido como Sonderfund (Fundo Especial), o mufti estava instalado como diretor do Islamisches Zentralinstitut (Instituto Central Islâmico), criado pelos nazistas e sediado em Dresden, de onde pôde dar início ao processo de educação dos futuros líderes islâmicos na cartilha da ideologia nazista. Em março de 1944, em Berlim, o mufti proferiu um discurso para as tropas Hanzar com o intuito de estimulá-las à vitória, no qual bradou: “Matem os judeus onde quer que vocês os encontrem. Isso agrada a Alá, à História e à religião. Isso salvará a sua honra. Alá está com vocês”. Nesse dia, os futuros terroristas islâmicos receberam suas ordens de ataque.

(Chuck Morse, extraído de

www.chuckmorse.com - http://www.beth-shalom.com.br)

* Chefe religioso muçulmano.